quarta-feira, 23 de março de 2011

E se tivesse cor?

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

terça-feira, 15 de março de 2011

As Voltas que o Mundo dá

"O mundo dá voltas e, às vezes, volta ao mesmo lugar, enquanto alguns nem saem dali. Mas quem volta tem a certeza de que nada será igual. É como acordar todo dia; cada manhã é diferente. Tem gente que sempre volta. Outros estão em volta. Alguns, às voltas. E há quem vai dar uma volta... Eu orbito. Voltar é recomeçar. É fazer de novo, de um jeito diferente. Chegar com a mala em algum lugar conhecido ou não. E ali tocar a sua vida como se fosse a primeira vez. Perdoar as falhas do outro e reconstruir uma união. Acordar todo dia como se acabássemos de nascer. A gente volta o tempo todo. Da escola, do trabalho. Do futebol. Da casa de, pra casa. Ao mesmo lugar, para o velho amor, pra terra... É verdade que tem gente que não volta. Porque não deu, não quis, não teve coragem. Tem gente que sempre volta. Tenta de novo ... E há aqueles que abandonam. Às vezes a volta parece um retrocesso. Outra é só uma passagem. Quem sabe dar um tempo pra chuva passar e ver o sol nascer de novo. O legal é conseguir fazer de cada volta algo especial. Como se abrisse um presente nunca ganho antes. Estar em volta é circundar. É como a criança ao redor do bolo. Ou do ser amado esperando um beijo. Estar em volta é esperar. É rodear, rodear, até "roubar" o desejo. É ter certeza de que um dia consiga, mesmo que não seja realmente do jeito que desejou. Às vezes estamos às voltas com alguma coisa. Com os nossos problemas ou o dos outros. Com muito ou pouco trabalho. Às voltas com tarefas domésticas. Com pensamentos estrategistas para acertar o e no alvo... A volta faz parte da nossa vida. Tem fases de voltas; outras de estarmos às voltas ou em volta. Também tem dias que precisamos apenas dar uma volta. Deixar o tempo passar. Esquecer. Espairecer. Ou permitir que a nossa volta conceda a outro um respiro. Uma volta no quarteirão para emagrecer. Uma volta de maratona. Dar uma volta para procurar o que fazer. Dar uma volta para, quem sabe, voltar ... Tem gente que sempre volta. Outros preferem dar um volta. Passamos meses às voltas. Ou um dia em volta. Mas tem gente que nunca se permite o prazer da volta. Eu orbito, entre uma volta e outra.... Pra onde se vai é difícil saber. Mas pra voltar ... O que vale é tentar. Por isso, eu orbito. Mas tem gente que nunca volta....”

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Essência e Aparência

Nunca guarde rancor de ninguém, a mágoa apodrece o coração, além de deixar o ser humano fraco e sem aquele brilho, que só as pessoas de alma verdadeiramente puras conseguem enxergar.
Não seja tão medíocre, tão pequeno diante do mundo, jamais sinta-se tão seguro de si a ponto de rebaixar e duvidar da capacidade das pessoas nas quais você convive.
Não perca a sua verdadeira essência e nem grite alto demais a sua beleza grandiosa que mora no seu íntimo, certas coisas exigem sutileza, e não precisam ser anunciadas, e sim mostradas nas suas mais simples ações.
Admire a si próprio; você não precisa almejar e muito menos invejar de maneira cruel aquilo que é do seu próximo, autenticidade é o que há de mais sofisticado.
Não queira se mostrar politicamente correto, um anjo disfarçado que caiu aqui por acaso, que pelo contrário, você poderá ser confundido com um palhaço que foi procurar ser destaque no circo da vida.
Seja sempre "mais você", nunca se esquecendo que a sua prioridade são as pessoas que você realmente ama, e que ser verdadeiro é ser primordial em todos os aspectos.
"Uma pessoa de essência, difere completamente de uma pessoa de aparência, pense nisso !"

sábado, 8 de maio de 2010

"Que seja doce."

"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar de remar também."
(Caio Fernando Abreu)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Meu caso, nem Freud explica

Quer saber, eu sou mesmo uma exagerada toda vida, louca, paranóica, e dramática.
Meus posts são contraditórios, minhas atitudes contrárias, sou mesmo bipolar.
Um dia eu te amo, no outro eu te odeio, eu falo uma coisa, porém gosto de fazer exatamente o oposto.
Eu não sou legal, não mesmo. Acho que sempre tenho razão, e quando minhas previsões dão certo olho com a cara mais abominável do mundo. Se eu não gosto de você é bem provável que você tenha medo do meu olhar. E quanto aos meus dramas, eu só choro, mais não é só chorar, e sim até desidratar.. E grito, gritar é minha especialidade nessas horas. Outra coisa, o meu orgulho ainda me mata. Não queira conviver comigo, não mesmo. Se eu gostar de você aviso de antemão que você é uma pessoa de sorte. Eu amo poucos. Mas esses poucos, pode apostar, amo muito.

terça-feira, 30 de março de 2010

(...) ²

Sim, talvez aquilo não tenha mesmo se passado de um equívoco, não saberia se não fosse como aconteceu, até o nosso próprio coração pode nos enganar... não foi necessariamente um engano ruim ou que deixasse lágrimas, mas sim um aprendizado no qual eu me senti extremamente adorada em todos os sentidos. Talvez as coisas mais intensas durem mesmo tão pouco tempo, porém podem se eternizar como uma boa lembrança, assim como muitas que já se passaram ou que ainda estão por vir.


(...) Eu queria ter uma bomba, um flite paralizante qualquer.
Pra poder te negar bem no último instante.
Meu mundo que você não vê,
Meu sonho que você não crê, não crê. (Cazuza)

sexta-feira, 12 de março de 2010

(...) ¹

Talvez seja mesmo a hora de entender que você nunca vai conseguir viver sempre dentro das suas próprias regras, e deixar o seu orgulho de lado, é fundamental. As coisas boas passam em um piscar de olhos, e se te faz bem nem que seja por 5 minutos, ou por menor que seja o seu significado, explicação nenhuma isso requer; isso não interessa.

Enquanto isso te faz bem, não precisa ser necessariamente amor, nem mesmo amizade ... talvez você nunca vai saber explicar o que foi, mais apenas se permita talvez viver aquela mesma sensação de que a chuva te trouxe naquele dia.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Um grande e incontrolável RISCO.

Acredito que a vida de cada um de nós é composta por uma sucessão ininterrupta de escolhas. Fazemos escolhas todo tempo, desde as mais simples e automáticas, até as mais complexas, elaboradas e planejadas. Quanto mais maduros e conscientes nos tornamos, melhores e mais acertadas são as nossas escolhas.
Assim também é com o amor. Nós podemos escolher entre amar e não amar. Afinal de contas, o amor é um risco, um grande e incontrolável risco. Incontrolável porque jamais poderemos obter garantias ou certezas referentes ao que sentimos e muito menos ao que sentem por nós. E grande porque o amor é um sentimento intenso, profundo e, portanto, como diz o ditado, quanto mais alto, maior pode ser o tombo!
Por isso mesmo, admiro e procuro aprender, a cada dia, com os corajosos, aqueles que se arriscam a amar e apostam o melhor de si num relacionamento, apesar das possíveis perdas. Descubro que o amor é um dom que deve vir acompanhado de coragem, determinação e ética.
Não basta desejarmos estar ao lado de alguém, precisamos merecer. Precisamos exercitar nossa honestidade e superar nossos instintos mais primitivos. É num relacionamento íntimo e baseado num sentimento tão complexo quanto o amor que temos a oportunidade de averiguar nossa maturidade.
Quanto conseguimos ser verdadeiros com o outro e com a gente mesmo sem desrespeitar a pessoa amada? Quanto conseguimos nos colocar no lugar dela e perceber a dimensão da sua dor? Quanto somos capazes de resistir aos nossos impulsos em nome de algo superior, mais importante e mais maduro?
Amar é, definitivamente, uma escolha que pede responsabilidade. É verdade que todos nós cometemos erros. Mas quando o amor é o elo que une duas pessoas, independentemente de sangue, família ou obrigações sociais, é preciso tomar muito cuidado, levar muito o outro em conta para evitar estragos permanentes, quebras dolorosas demais.
O fato é que todos nós nos questionamos, em muitos momentos, se realmente vale a pena correr tantos riscos. Sim, porque toda pessoa que ama corre o risco de perder a pessoa amada, de não ser correspondida, de ser traída, de ser enganada, enfim, de sofrer mais do que imagina que poderia suportar. Então, apenas os fortes escolhem amar!
Não são os medos que mudam, mas as atitudes que cada um toma perante os medos. Novamente voltamos ao ponto: a vida é feita de escolhas. Todos nós podemos mentir, trair, enganar e ferir o outro. Mas também todos nós podemos não mentir, não trair, não enganar e não ferir o outro.
Cada qual com o seu melhor, nas suas possibilidades e na sua maturidade, consciente ou não de seus objetivos, faz as suas próprias escolhas. E depois, arca com as inevitáveis conseqüências destas.
Sugiro que você se empenhe em ser forte a fim de poder usufruir os ganhos do amor e, sobretudo, evitar as dolorosas perdas. Mas se perceber que ainda não está pronto, seja honesto, seja humilde e ao invés de deixar cair ou de jogar no chão um coração que está em suas mãos, apenas deixe-o, apenas admita que não está conseguindo carregá-lo...
E então você, talvez, consiga compreender de fato a frase escrita por Antoine de Saint Exupéry, em seu best seller O Pequeno Príncipe:
Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa.
Porque muito mais difícil do que ficar ao lado de alguém para sempre é ficar por inteiro, é fazer com que seja absolutamente verdadeiro! E é exatamente isso que significa sermos responsáveis por aquilo que cativamos...